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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

nossa odisséia - compilação.


Mais dois vídeos produzidos na oficina “nossa odisséia”. Não se tratam de um vídeo-dança, mas compõem minha pesquisa no âmbito da edição. De qualquer forma isso não deixar de ser uma dança, um pedacinho de retalhos de várias memórias reunidas numa compilação para tela. 

minha, nossa odisséia


"Minha, nossa odisséia" foi um vídeo-instalação que improvisei para compor junto com uma cena que apresentei na oficina “nossa odisséia”, realizado pelo cena contemporânea (festival internacional de teatro de Brasília). Pela manhã do dia 24 de junho, antes de iniciar a oficina, eu estava andando pelas super quadras de Brasília pisando em folhas secas, quando pensei que pisar em folhas secas poderia ser um vídeo-dança interessante. 
No segundo dia da oficina tínhamos que apresentar uma cena que abordassem trajetórias, percursos, caminhadas, travessias pessoais, qualquer coisa que girasse em torno de trajetórias. Logo eu me lembrei da ideia do dia anterior de pisar em folhas secas e da sonoridade que aquela ação me causava. 
Fiz o vídeo em menos de uma hora e meia num dia com muito vento. O vento foi fundamental para compor a atmosfera que eu queria. A minha ideia era captura a minha trajetória de caminhada até a UnB e como eu aumentava esse percurso pisando em folhas secas, e ainda como a cidade me influência compor essa caminhada. 
A edição do vídeo foi muito rápida pelo pouco tempo que eu tinha para fazê-lo. Chamei uma amiga minha para operar a câmera já que eu iria aparecer na tela. Ela não tinha experiência nenhuma com operação de câmera e não deu muito tempo para familiarizá-la com a operação. Mas como era um vídeo experimental para compor junto com minha cena e pelo pouco tempo de realização o resultado acabou sendo bem produtivo.
Eu levei quatro objetos que apareciam na minha cena, uma carta mais linda que ganhei que não tinha sido escrita para mim, vários barquinhos de papel, um desenho com a trajetória da minha casa até a universidade desenhado no ônibus e o vídeo-instalação acima. 
Talvez o vídeo fora do contexto da cena na faça muito sentido e na verdade nem quero que ele vá para esse lugar de um entendimento universal. Acho que ele é isso mesmo, um pedacinho de mim, um pedacinho do meu olhar sobre o meu percurso na minha vida. É uma tecnologia externa a mim que possibilita visualizar um pouco dos meus deslocamentos pela cidade de Brasília.  

sábado, 4 de agosto de 2012


mais outra experimentação produzida numa oficina de dança para tela ministrada pela Laura Virgínia. nessa oficina de dois dias aprendi muito com os erros e afobações. tínhamos dois projetos para serem feitos, sendo que um foi perdido, pois quando eu achava que estava filmando eu não estava filmando. perdemos um ótimos material por que eu não me certifiquei se de fato eu estava gravando. o que restou dessa oficina foram as minhas falas dizendo "isso é ótimo", "repete" e as transições de ângulo quando eu mudava. restou também imagens do segundo projeto captadas pela Jessica Cardoso. dessa vez eu improvisava no espaço em que mais uma vez saímos explorando. foi tudo muito rápido, não tinha espaço para pensar com calma o que iríamos fazer. era fazer na hora e torcer para alguma coisa funcionar na ilha de edição. 

folhas secas


esse vídeo-dança experimental foi o primeiro já com um olhar voltado para as  possibilidades que a cidade  poderia trazer à dança para tela. tínhamos uma câmera não muito boa e um tempo curto para experimentar. antes de gravar pensamos num espaço para dança improviso acontecer. o lugar escolhido tinha muitas folhas secas que influenciaram na dança da Jessica. na edição do vídeo optei por escolher as folhas secas como sonoplastia principal o que potencializa ainda mais a apropriação do espaço. as imagens captadas foram feitas sem tripé como a maioria dos vídeos que eu faço. pode ser uma escolha estética... mas esse vídeo tem algumas movimentações de câmera que não são muito boas que atrapalharam na edição. 
umas das primeiras coisas que descobri fazendo esse vídeo é que ilha de edição não é um lugar muito fácil, requer paciência com o tempo, maestria com a visão para perceber se o corte da edição funciona ou não funciona.
nesse vídeo optei por deixar vários cartões negros (não sei se é essa a termologia que fala para isso). refletindo sobre o resultado parece que a câmera é um olhar que pisca com os movimentos da dança. e de fato a câmera dança com ou sem meus tremeliques de videomaker  iniciante. 

o inicio turvo


as imagens desse vídeo foram captadas em 2011 de forma experimental numa imersão que fiz com meu grupo de teatro e apenas editadas recentemente. o turvo turvo foi influenciado pelo documentário Jogo de Cena do Eduardo Coutinho.  eu o Roberto (o rapaz que aparece no turvo) tínhamos acabado de ver o documentário do Coutinho e resolvemos experimentar com uma câmera (simples) e uma lanterna. só puder entender o resultado do material um ano depois revendo as imagens, ai resolvi editar sem entender nada da linguagem audiovisual. fiz um roteiro na hora juntamente com a edição do material, nada planejado... esse foi o primeiro vídeo que fiz sem saber no que ia dar, deu isso... uma conversa poética que mistura a realidade e  a não-realidade. embora o vídeo tenha sido feito antes de iniciar essa pesquisa, eu considero o  turvo turvo monte iniciar de minha viagem na dança para la pantalla (tela). de alguma forma isso não deixar de ser uma dança... a dança do movimento da câmera passeando pelo corpo, a dança da câmera passeando pelas luzinhas da cidade ao longe. a cidade não é apenas pano de fundo, mas um elemento a mais nessa minha viagem experimental. 

da pesquisa que se inicia


Esta pesquisa pretende investigar a relação entre dança para tela e a cidade como estrutura e dramaturgia de ruptura, buscando procedimentos de criação audiovisual que nascem da percepção de que a cidade pode estabelecer formas de ampliação de signos para produção audiovisual. A partir da criação de vídeo-danças que abordem a dança para tela e o espaço da cidade não como somente cenografia, mas também como dramaturgia atuante.
Tendo Brasília como cidade dramatúrgica principal para essa pesquisa, por considerar que boa parte do trabalho será realizada na cidade, este projeto pretende se apropriar do espaço da cidade dramaturgicamente. Sendo assim, promovendo a valorização dos cenários da cidade.
Para André Carreira (2010), a cidade e seus fluxos acomodam uma base dramatúrgica. Para tanto, a premissa deste plano de trabalho está apoiada na proposição de que a cidade e seus fluxos conformam uma base dramatúrgica que permite criar ações de ruptura para dança e para câmera.  
Pina Bausch é um exemplo de diretora/coreografa que considera o espaço da sua criação como espaço urbano por excelência. O espaço de eleição para as suas dramaturgias coreográficas e como lugar das suas danças está intimamente ligado à cidade, primeiro em espaços de concentração, focados sobre parte fundamental da vida urbana, depois como que alargando o foco de ação à cidade, às cidades (RIBEIRO, 2008).
Serão produzidos videodanças experimentais, que acarretará no final da pesquisa, um filme/doc de estrutura de colagem (ou não, rss).   Vamos nessa!